Nem eu te condeno

“Nem eu te condeno” (Jo 8.11).

Em Jesus aprendo a não condenar ninguém.

Jesus é e sempre será o nosso modelo. Ser imitador de Cristo deve ser o propósito e objetivo de cada cristão, assim como Paulo o foi (1 Co 11.1). 
Cristo se concentrou em pregar o Evangelho e anunciar o Reino de Deus. Ele veio buscar e salvar o que se havia perdido. Não vemos Jesus protestando contra nada, mas simplesmente pregando, ensinando e mostrando a necessidade de arrependimento. Ele chamou Herodes de “raposa” e derrubou a mesa dos cambistas no templo, mas não numa demostração de ódio e intolerância, mas de zelo e amor.
Tendo isso em mente, creio não ser da competência do cristão ser a consciência do mundo ou o vigia dos padrões morais.
Jesus disse que somos a luz do mundo e o sal da terra e não a consciência. A luz ilumina e mostra o que está escondido nas trevas, mas não remove ou resolve algum eventual problema do que está escondido. Cabe às pessoas, agora vendo, resolverem. O sal preserva e dar sabor aos alimentos. Preservar é diferente de protestar. Preservar os padrões morais e espirituais sim, e sempre.
“Ide, pregai o evangelho a toda criatura” é a ordem do Mestre. O evangelho transforma e liberta. Protestar contra o pecado é diferente de dissiminar ódio e intolerância contra os pecadores. Ao cristão cabe amar o pecador e aborrecer o pecado. Dizer que algo é pecado é diferente de sair condenando quem pratica tal pecado. Tal condenação não fará o pecador se arrepender, mas o amor por ele sim.
Preguemos e vivamos o Evangelho de Cristo e deixemos que ele salve e transforme as vidas!

Sem defesa

Há momentos e situações em que ficamos simplesmente sem defesa. A exemplo de Jesus, que diante de Pôncio Pilatos, embora fosse inocente, não poderia se defender, pois a sua condenação cumpria um propósito maior de Deus. É evidente que não podemos nos comparar a Jesus, mas há situação que se defender pode causar mais problema do que solução, e, neste caso, é melhor calar-se, tal como fez Jesus. “Tu o dizes” é a melhor resposta e deixe que digam… O tempo há de se encarregar de esclarecer os fatos.

Nada melhor que deixar Deus dirigir as coisas. Ele é soberano e sabe de tudo!

Declara-me o que fizeste…

“Então disse Josué a Acã: Filho meu, dá, peço-te, glória ao Senhor Deus de Israel, e faze confissão perante ele; e declara-me agora o que fizeste, não mo ocultes.” (Josué 7.19)
Josué encontrou Acã em falta pois este havia tomado o anátema (uma capa babilônica, duzentos siclos de prata e uma cunha de ouro e escondido na sua tenda (Josué 7.21)), trazendo grande prejuízo e derrota espirituais a todo o Israel.
Acã não somente pecou, mas escondeu o seu pecado, achando que tudo estaria bem.
O pecado afeta não somente quem peca, mas também a todos que estão próximo de quem peca.
Esconder o pecado não é e nunca foi a solução para quem peca. A palavra de Deus é clara: “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.” (Provérbios 28.13).
Acã recebeu a pena capital por seu pecado, pois para ele não houve misericórdia, mas hoje para nós há misericórdia e perdão, pois Jesus Cristo assumiu em nosso lugar toda a culpa do pecado e nos perdoa, quando reconhecemos o nosso pecado e arrependidos recorremos a Ele, confessando e abandonando todo o pecado e crendo no pronto perdão.
Portanto, declare a Jesus o que você fez e Ele te perdoará.

Perdido na multidão

“Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” (Mateus 18:20).
Recentemente uma pessoa, que não estava congregando em igreja alguma naquele momento, visitou a nossa igreja e, apesar de ter gostado, não ficou conosco e a razão foi simples, disse ela: “não gosto de congregar em igreja pequena, gosto de igreja com muita gente”.
Isso levou-me a pensar sobre o que realmente nos faz frequentar uma igreja.
A princípio eu diria que a razão principal para frequentarmos uma igreja é para servirmos e adorarmos a Deus, visto ser bíblico e sadio congregar-nos com os irmãos. Também porque o escritor aos hebreus nos recomenda permanecermos na nossa congregação, e tanto mais quanto vermos que se aproxima aquele dia (Hb 10.25).
Porém, quantidade não significa necessariamente qualidade.
E quando falo de qualidade, refiro-me a uma igreja onde Jesus é amado, servido e adorado, onde a Palavra de Deus é pregada e obedecida, tal como ela é, e onde o Espírito Santo tem plena liberdade para operar e se manifestar.
Multidão não é sinal de saúde espiritual, muito embora os pastores, e mesma as pessoas, entendam que igreja lotada é sinônimo de sucesso ministerial e igreja pequena seja o contrário, sinônimo de fracasso.
Jesus não prometeu está no meio de uma multidão, mas no meio de dois ou três reunidos no Seu nome, a não ser que a multidão também esteja reunida no nome dEle.
Mas o motivo porque muitas pessoas gostam de igrejas lotadas é porque não querem COMPROMISSO. Numa igreja lotada ficam “perdidas” no meio da multidão, sem serem notadas ou cobradas. É mais fácil. Podem faltar aos cultos e não serão sequer notadas. Porém, numa igreja com pouca gente qualquer um que falta faz a diferença e é notado. O pastor conhece todos individual e nominalmente. Não dar de ficar “perdido” no meio da multidão, pois a multidão não existe. O compromisso é maior.
Porém, não quero dizer com isso que uma igreja lotada não seja espiritual e verdadeira. Jamais afirmariam tal absurdo. Embora haja muitas igrejas grandes e lotadas que estão bem longe dos princípios da Palavra de Deus, mas creio que há igrejas comprometidas com Deus e sua Palavra.
Mas, meu conselho é: NÃO SE PERCA NO MEIO DA MULTIDÃO. Seja numa igreja lotada ou numa com pouca gente, assuma seu lugar no Reino de Deus e seja comprometido.

Oremos!

Orar é falar com Deus.
Tendo isso em mente, posso então orar a qualquer momento e em qualquer lugar, visto ser Deus onipotente e onipresente.
E, costumamos falar com quem conhecemos e temos uma certa afinidade. Raramente falamos com estranhos, a não ser se necessário e geralmente o essencial.
Mas Deus não é nenhum estranho. Ele é o amigo presente, é o Deus conosco.
Falemos com esse amigo, em tempo e fora de tempo!