Perdão (2)

Um amigo costumava repetir a frase “perdôo, mas não esqueço, é mais uma forma de dizer: não posso perdoar”. Realmente o perdão, quando dado de coração, leva a pessoa a “esquecer” a ofensa recebida. Coloquei esquecer entre aspas de propósito, pois é lógico que ninguém esquece algo tão facilmente, ainda mais se foi algo doloroso. Mas o esquecer aqui é no sentido de que aquela ofensa não causa mais dor, não amargura mais a alma de quem sofreu o dano.

O perdão aplicado de forma correta leva à paz de espírito, à tranquilidade e à leveza da alma. Quem perdoa faz um bem a si mesmo, deixando de lado toda a amargura, a revolta e o rancor causados pelo mal recebido. Mesmo que o ofensor não se arrependa, todavia cabe a quem recebeu a ofensa perdoar, não por causa do ofensor, mas por causa de si mesmo. Guardar tranqueira na alma leva ao caos existencial. Ninguém consegue viver bem com mágoa e amargura na alma.

Há os que optam pela vingança. Todavia os que se enveredam por esse caminho acabam causando mais dano a si mesmo do que de quem querem se vingar. Mesmo que consigam a vingança, o resultado nunca será aquilo que se esperava. Geralmente o pensamento de quem quer se vingar é fazer a pessoa pagar pelo que fez, pois assim fará com que ela se sinta melhor, e tenha a sensação de dever cumprido. Ledo engano. O mal não é pago com o mal. O mal se paga com o bem. É o que ensina o apóstolo do gentios.

Pense nisso!

Shalom Adonai!

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