Acerca da hipocrisia

Na Wikipédia está definido: “A hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes, idéias e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando a representação de um ator, atuação, fingimento (no sentido artístico). Essa palavra passou, mais tarde, a designar moralmente pessoas que representam, que fingem comportamentos. Um exemplo clássico de ato hipócrita é denunciar alguém por realizar alguma ação enquanto realiza a mesma ação”.

Jesus chamou os fariseus de hipócritas porque condenavam os outros naquilo que eles mesmos eram encontrados falhos. Hipocrisia é também fingimento. É aparentar ser o que não se é. Fingir ser amigo e não ser, fingir ser honesto e ser desonesto, fingir ser confiável, não sendo, fingir amar, não amando. Tudo isso é hipocrisia.
O hipócrita é alguém que aparenta para os outros aquilo que ele não é no seu íntimo ou mesmo nas suas ações. Se esconde atrás de uma máscara. É fingido. O hipócrita é também alguém traiçoeiro porque não se pode confiar nele. 
O pior é quando encontramos “irmãos” hipócritas. Paulo chama esses de falsos irmãos (Gl 2.4; 2 Co 11.26), que se intrometiam na igreja, fingindo serem irmãos, não sendo. Infelizmente existem falsos irmãos! Lidar com gente hipócrita não é fácil. Mas não se consegue usar máscara por muito tempo, um dia a máscara cai.
Mas como cristãos somos exortados pela Palavra de Deus a sermos sinceros, filhos de Deus inculpáveis em meio a uma geração perversa e corrompida (Fp 2.15) e que o amor seja não fingido (Rm 12.9), em outras palavras, não podemos ser hipócritas!

Silêncio, Deus vai falar!

O profeta Elias passou por uma experiência interessante. Deus o enviou ao Horebe onde iria falar com ele. Antes de Deus falar, Elias ouviu muito barulho. Veio um vento forte que fendia os montes, depois um terremoto e um fogo,  mas o Senhor não estava em nenhuma destas coisas. Deus não estava em meio ao barulho, em meio as manifestações estrondosas que Elias ouviu e viu. A voz de Deus veio de forma “mansa e delicada” (1 Rs 19.11,12), depois que todo o barulho passou.
Muitas vezes queremos ouvir a voz de Deus em meio ao barulho, em meio a confusão em que estamos, mas Deus não se manifesta em nada disso. É preciso ficar em silêncio, é preciso parar a agitação e deixar Deus falar de forma mansa e delicada. Não é em meio a confusão que Deus vai falar, mas no silêncio, quando nos calamos, quando deixamos Ele agir. Deixe o barulho passar, Deus não falará em meio ao barulho. Quando tudo passar, fique em silêncio e ouça a voz de Deus!
É no silêncio, quando estivermos calmos, sem nos agitarmos, que ouviremos a voz de Deus orientando-nos, mostrando-nos o caminho que devemos seguir. Deixe tudo passar, o vento, o terremoto e o fogo, mas Deus se manifestará depois. Espere somente!

Palavras vs. Ações!

Há os que amam e os que dizem que amam. A diferença está nas ações. Falar e não demonstrar não é suficiente. É como a fé, que segundo Tiago, deve ser demonstrada com obras. Dizer que tem fé, mas não demonstrá-la com obras, é uma fé morta, sem valor. Assim, as nossas ações determinam realmente aquilo que falamos. Dizer “eu te amo” e não demonstrar com atitudes e ações de amor, são palavras destituídas de valor e verdade. Não surtem o efeito necessário.
O Mestre ao perguntar a Pedro se este o amava, o fez por três vezes e nas três vezes exigiu de Pedro uma ação “apascenta as minhas ovelhas”, ou seja, era preciso demonstrar o amor que ele dizia ter pelo Senhor.
Assim, seja o amor ou qualquer outro sentimento que dizemos ter, deve ser demonstrado com ações de nossa parte. Falar tão-somente não é o suficiente, é preciso demonstrar de fato.
E muitas vezes, sem palavras, podemos demonstrar amor. Um gesto, uma ação, uma atitude pode ser o suficiente. É como nos versos de uma música, que diz “foi no Calvário que Ele sem falar, mostrou ao mundo inteiro o que é amar”.
Ouvimos muitas palavras, mas vemos poucas ações!
Quantos discursos bonitos, palavras lindas e emocionantes, mas destituídas de ação, de atitude, de verdade. As palavras nos impactam, mas as ações falam mais alto.
Pense nisso!

Não somos justos, mas…

“Na verdade, não há homem justo sobre a terra, que faça bem e nunca peque” (Eclesiastes 7.20).


O estigma do pecado está arraizado no gênero humano desde o Éden. Somos pecadores por natureza, esta é a herança maldita que recebemos de Adão.

Todavia, o fato de sermos pecadores por natureza não é desculpa para se viver no pecado ou desculpa para se justificar a fraqueza humana. Há os que se utilizam disto para tentar justificar seus erros e pecados, usando desculpas como “a carne é fraca”. Sim, a carne é fraca, mas somos alertados pelo Mestre dos mestres a vigiar e orar para não cairmos em tentação.

O reconhecimento de que somos pecadores deve levar-nos a uma busca constante de Deus, refugiando-nos nEle cada dia e pedindo graça para vivermos dignamente, enquanto aqui estamos. A fraqueza humana não pode ser justificada com palavras somente, mas com atos de contrição e arrependimento diante de Deus, buscando reconciliar-se com o Criador a cada dia. Não adianta justificativas descabidas, pois Deus conhece o coração e ninguém O pode enganar. Para Deus não adianta dizer “A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi” (Gn 3. 12),  numa tentativa de isentar-se da culpa, mas sim dizer “Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que a teus olhos é mal” (Sl 51.4). Somente assim podemos ser reconciliados com Deus e gozarmos paz e comunhão com Ele.

Desta forma, não somos justos, mas não podemos viver injustamente. Dá de entender? Espero que sim.

Quando Israel era menino…

“Quando Israel era menino, eu o amei” (Os 11.1).

Jacó é um tanto controverso de se entender. Sua vida está marcada por enganos e erros. Seu próprio nome significa “suplantador”, revelando o seu caráter, no sentido de querer levar vantagem em tudo. Enganou seu irmão, seu pai, e tempos depois, o próprio sogro, se bem que fora enganado por este último muitas vezes.
Embora com uma personalidade nada confiável, este homem foi alvo do grande e infinito amor de Deus. O versículo em destaque revela isso. Deus amou a Jacó quando este ainda era menino. Embora sua vida tenha sido confusa, ele era amado por Deus, o Senhor tinha um propósito com ele, e o conduziu até ao ponto de um encontro transformador.
Jacó era o suplantador, mas Deus o amava. Deus via nele o príncipe, o valente, o pai de uma grande nação! Sim, foi no Vau de Jaboque que Jacó deixou de ser o suplantador e foi transformado no “Príncipe de Deus”.
Deus olhou para o potencial de Jacó, mesmo sendo tão dúbio. Ele um dia haveria de ser Israel. O amado do Senhor, o grande patriarca, o pai da nação que levou o seu novo nome.
Deus conhece a nossa vida, Ele sabe o que há dentro de nós, o potencial que temos ou não! Somos alvos do amor de Deus, ainda que sejamos dúbios, falhos, nada confiáveis. Haverá um dia que teremos que descer ao “Vau de Jaboque” e nos encontrarmos face a face com Deus. Quando isso acontecer, certamente nossa vida mudará, seremos transformados e nos adequaremos ao propósito que Deus tem para nós.
Que esse dia chegue logo, se ainda não chegou em sua vida! Se chegou, seja o Israel de Deus e não Jacó!

Os Senhor não abandona os seus…

“Porque Israel e Judá não foram abandonados do seu Deus, do SENHOR dos Exércitos, ainda que a sua terra esteja cheia de culpas contra o Santo de Israel” (Jeremias 51.5).

Este versículo mostra quão grande é o amor de Deus! Ainda que Israel e Judá fossem culpadas diante de Deus, todavia o Senhor não as tinha abandonado. Estas nações tinham pecado contra Deus e feito o que era mal aos olhos do Senhor, mas o Deus de misericórdia e amor não as tinha esquecido ou as abandonado à própria sorte. Elas eram alvos da proteção divina, mesmo em meio à transgressão. Era o grande amor de Deus em ação!
Há os que pensam que Deus abandona os seus quando estes pecam ou cometem algum deslize. Deus é Deus de perdão e misericórdia, ainda que não tenha o culpado por inocente, todavia Ele está pronto a restaurar e perdoar o caído. É claro que é preciso haver arrependimento e pedido de perdão para que Deus entre em ação. O Senhor é tardio em irar-se e grande em misericórdia! (Êx 34.6; Jl 2.13; Na 1.3).
Assim, a confiança em Deus deve ser plena e o caído deve entregar-se inteiramente ao amor e compaixão de Deus, confiando que o preço de seu pecado já foi pago por Cristo na cruz do Calvário, e crer que a graça é suficiente para a sua restauração, ainda que pareça impossível aos olhos humanos.
Deus jamais abre mão dos que são seus, a não ser que a própria pessoa não queira render-se e confiar inteiramente no amor do Senhor.

Em quem confiar?

Algumas vezes somos surpreendidos porque confiamos em alguém e esse alguém nos decepciona. Sabe quando você abre o coração e confia inteiramente em uma pessoa e depois você fica sabendo que essa pessoa traiu a sua confiança? Principalmente quando você confia algum segredo e a pessoa o revela a quem não devia? Que decepção! Vem aquele sentimento de angústia misturado com raiva, revolta, vontade de ir à forra. Não é fácil lidar com isso.
Mas o que fazer? Absolutamente nada! A raiva, a revolta, a decepção, tudo isso não pode ser curado com revanche. Cura-se com perdão, amor e compaixão por quem nos decepcionou. Impossível? Não quando deixamos Deus agir em nossa vida. Jesus nos ensina a perdoar, a não revidar a nenhuma ofensa recebida, por mais dolorosa que seja.
Mas aprendemos com os nossos erros. Aprendemos a confiar nas pessoas certas, e acima de tudo, aprendemos a confiar em Deus. Ele nunca nos decepciona. “Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele tudo fará” (Salmos 37.5).